quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A estátua que conta histórias

Inter - um clube abençoado.
Foto: Anderson Kblo
Eu queria poder dizer que o conheci. Queria poder mostrar a todos a foto que tirei ao lado dele. Queria poder dizer que ele foi simpático e atencioso comigo. Queria poder dizer que conheci o grande capitão do mundo. Mas os rumos da vida não permitiram. Levo no peito a sensação eterna de um sonho que morreu assim que Fernandão nos deixou.

Essa estátua representa mais do que só o momento mais marcante da história do Internacional. Ela exala paixão e muita devoção. Representa o espírito e a força de um clube, de uma torcida e de um jogador. Ela conta história, desperta emoção e me faz refletir naquilo que sou, ou melhor, escolhi ser.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

E a camisa 3 vira história...

Uma lenda chamada Índio.
Foto: Jefferson Bernard
A vida é feita de momentos que se tornam inesquecíveis depois de lembrados tantas e tantas vezes. No mundo do futebol é difícil não encontrar momentos em que o coração parou, acelerou ou se fez doer em lágrimas. Esse esporte reúne todos os sentimentos possíveis a um ser humano e só depois que passamos por determinadas coisas pelo escudo amado, que aprendemos que existem outros sentimentos não-nomeados que permeiam o mundo do ser torcedor. 

Uma vez me disseram que jogadores vêm e vão, que não se deve gostar demais deles. Discordo da forma mais sentimental possível.

domingo, 23 de novembro de 2014

Insuficiência à flor da pele

A dupla inglória da redenção | Foto: Fernando Gomes 
Foi sofrido e decepcionante como tem sido. Foi difícil e sobretudo, insuficiente. Não jogamos futebol, fizemos apenas o que estava a nosso alcance, ou seja, não fizemos muito. O torcedor foi ao Beira-Rio, apoiou o jogo inteiro, merece a vitória como nenhum outro. O choro da torcedora no fim da partida só demonstra o quanto era pesado o fardo que carregamos. Nos últimos quatro anos, nós sofremos demais.

domingo, 16 de novembro de 2014

Choroso e sofrido

Lavando a alma. | Foto: Diego Vara /Agência RBS
Os questionamentos começam quando um zagueiro entra no jogo para marcar, não seu adversário, mas sim um gol. Percebemos os problemas quando um defensor sai de trás para executar a função dos atacantes. E assustador se torna quando o zagueiro que marca o golaço se chama Paulão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O apequenado colorado

De onde vem o medo de Abel? | Foto: Alexandre Lops
O jogo contra o São Paulo só enfatizou a tese dos quatro anos - jogamos um futebol que não condiz com a grandeza do clube. Durante todo esse tempo o time se apequenou, comemorou empates, engrandeceu adversários e não se elevou ao nível a que pertence. Perdemos o brilho de "campeão de tudo" durante algum jogo que poderíamos ter vencido, mas não colocamos toda a vontade suficiente para assim fazer. A esperança começa a brotar no gramado do Beira-Rio, afinal, 2015 está logo alí. 

domingo, 9 de novembro de 2014

"O preço que se paga às vezes é alto demais"

Marcação gremista anulou D'ale | Foto: Alexandre Lops
Humberto Gessinger, vocalista do Engenheiros do Hawaii - que inclusive é gremista -  cantava que "o preço que se paga às vezes é alto demais", na música "O Preço". E essa frase descreve como nenhuma outra o meu sentimento após a derrota no grenal - mas não pensem que quem paga o preço é Abel ou Luigi. Quem paga o preço somos nós.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Eleições - dando adeus à quatro anos inglórios

O nome forte da eleição. | Foto: Tomás Hammes - GE
Foram quatro longos anos de desastres que mancharam o imponente apelido de "Campeão de Tudo". Derrotas, eliminações, acomodação, humilhações e injustiças - são essas as palavras que definem a Era Luigi. Desde 2010 tivemos no comando do nosso amado clube um presidente omisso, pulso fraco e ignorante, alguém que nem de longe aparenta ao menos simpatia com o manto sagrado do Internacional. A verdadeira derrota do Inter nesses dois biênios foram fora de campo e o responsável por isso foi o cara que está por trás da Chapa 1 que quer eleger Marcelo Medeiros. Desculpem, mas eu quero mudança.

domingo, 2 de novembro de 2014

Príncipe da Vila

Príncipe Charles, o salvador. | Foto: Alexandre Lops
O mérito não foi de Abel - se dependesse de suas substituições, o Inter teria perdido na Vila como de costume. Mas o colorado foi salvo pela individualidade - Aránguiz reencontrou seu futebol de alto nível em Santos e quebrou o tabu que existia entre o Inter e seu adversário. Pela primeira vez o colorado vence na Vila Belmiro e pela primeira vez não perde por causa das substituições de Abel.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Decepção constante

O rosto da titularidade não merecida | Foto: Gilvan de Souza
Aos os mais crentes e esperançosos eu digo, sejam (não tão) bem vindos à realidade. Em entrevista na tarde de ontem, Nilmar alertou: "Temos que ser realistas, a responsabilidade é nossa". E de fato é. Porém o Inter segue com sua irresponsabilidade que coloca tudo a perder, como esperado. E a junção de desastres faz com que as consequências apareçam - estamos fora do G-4 e com sério risco de ficar bem longe da Libertadores, mais uma vez.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Desastres previsíveis

Há dias atrás, escutando o programa "Esporte e Cia" da Rádio Gaúcha, enviei um tweet que foi lido ao vivo com os seguintes dizeres:
E é nessa hora, em que o último suspiro de esperança se vai, segundos antes do árbitro apitar o fim do jogo, é que penso que estava certa, não por querer provar o meu pensamento, mas por entender que a Era que vivemos infelizmente ainda não acabou. A Era a que costumo me referir é a "Era Luigi" que possui como slogan "Desastres previsíveis". Não foi questão de palpite e sim, costume.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O time que mudou a minha vida

Prazer, meu nome é Jéssica Loures e eu sou a guria das gerais!
Olá, Colorados!

É com grande alegria e satisfação que hoje compartilho com vocês esse novo projeto. "Guria da Gerais" foi um apelido carinhoso que ganhei de uma grande amiga do sul e me inspirou a realizar essa mudança. Foram quatro anos de história do "Inter & Nilmar - 2 Paixões" e tenho muito orgulho de ter construído tudo isso. Como tudo tende a crescer, a mudança era necessária e fiquei muito feliz pelo apoio que recebi de todos os colorados. Gostaria de agradecê-los pelos quatro anos juntos e dizer que o blog tem cara nova, mas o velho fanatismo em palavras continua. Para quem já me conhece e conhece a minha história, seja bem vindo (a) novamente. Para quem ainda não me conhece, convido a ler a minha história e compartilhar comigo essa nova etapa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vexame

Ah! Pobre Nilmar! | Foto: Sirli Freitas/Agencia RBS 
Abel sacramentou a destruição do Internacional. No sentido mais duro da palavra, confesso. Wianey escalaria o Inter de forma mais coerente. Abel não entende de futebol, é o que deduzi. Celso Roth abriu uma escola para treinadores e Abel aprendeu todas as lições de como ser retranqueiro, covarde e perdedor. Ou então Abel resolveu que não quer ser campeão brasileiro com o Inter. O pior de tudo nem foram os 5x0, mas a reestreia de Nilmar no meio de tanta bagunça defensiva e ofensiva. O camisa sete foi exposto a sua nova realidade: "Aqui não jogamos, nos acomodamos". Um vexame em Santa Catarina que explica sem muitas linhas o motivo pelo qual perdi a motivação de escrever jogo a jogo - repetição cansa.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Nós viemos aqui para ver um gol do Nilmar

Carinho de fã é algo inexplicável | Foto: Tomás Hammes 
O sol invadia meu quarto enquanto eu levantava com uma preguiça fora do normal. Olhei as horas, eram dez e tanta. Fui ler meus e-mails. No facebook, pessoas comentando sobre a volta de Nilmar. Esfreguei os olhos e achei que estava delirando de sono. Dei uma busca rápida nos sites que costumo ler notícias e em apenas um deles havia algo relacionado a negociação de Nilmar com o Inter. Na notícia lia-se "Inter acerta a contratação de Nilmar". Eu ainda acho que estou sonhando.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Alívio imediato

O alívio estampado no rosto de Alex | Foto:Alexandre Lops
A volta de Muriel às goleiras talvez marcasse uma retomada do Inter, depois de absurdas derrotas e perdas de pontos causados por atuações de um nível assustador. Longe de meu pai botafoguense e longe do meu amado gigante à beira do Guaíba, assisti ao belo gol de Alex e senti o mesmo que o camisa 12 sentiu - um alívio imediato.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Condição

O rosto do racismo gremista | Foto: Reprodução/ESPN
Nenhuma das campanhas da CBF fizeram efeito - faixas contra o racismo, banners de "somos iguais" - nada disso foi suficiente. Foi preciso uma decisão da justiça para começar o real combate a algo tão inadmissível quanto o racismo. A punição - severa, porém precisa - quem sofre é o clube que desde sua fundação carrega o sangue azul mais racista da história - o Grêmio. Grêmio esse que imita sons de macaco. Grêmio esse que no início de sua história não aceitava jogadores negros em seu elenco. Grêmio esse que devido ao desespero causado pelo jejum de títulos, tem uma torcida que não grita "é campeão" e sim "macaco". O que restou aos torcedores tricolores foram as ofensas ao adversários.

sábado, 16 de agosto de 2014

Clássico Fernandão

Ele está vivo em nossas memórias | Foto: Reprodução/Sportv
Tentei adiar, tentei não me pronunciar sobre. Quando recebi a notícia da morte de Fernandão, meu mundo caiu. Escrevi muitas linhas sem sentido e resolvi me silenciar perante a essa dor. Assisti a todas as homenagens com o coração chorando, mas nunca encontrei palavras para descrever o que sentia. No jogo entre Goiás e Inter eu sabia que tinha que falar, dizer ao menos que eu "sentia muito" - como os que não sentem dizem. Só que eu não sinto esse "sinto muito" de quem não sente nada, eu sinto um vazio que não será tão cedo preenchido. Sinto que minha vida perdeu um pouco do brilho. Tinha certeza que em algum dia eu abraçaria Fernandão e o agradeceria por tudo que fez pelo Inter, pelos colorados e por mim. Mas esse sonho se foi com ele para o céu e aqui permaneço silenciada pela perda que inexplicável se tornou.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Desgraçadamente terrível

Um time com a cara de seu "zagueiro"
Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS
Estressante. Assim defino a atuação do Inter esta noite. Perdemos, não apenas pela quantidade exacerbada de passes errados, não apenas pela defesa inútil que colocamos dentro de campo partida após partida, não apenas pela arbitragem desastrosa - perdemos, antes de tudo, para nós mesmos - mesmo sendo mandante, o Inter não conseguiu se impôr, levou pressão como se jogasse no Castelão.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nove minutos

"Merecíamos pelo menos o empate", lamenta D'ale
Foto: Leandro Martins/Folhapress
Tempo curtíssimo - dado como o início da partida, onde os times ainda estão se conhecendo e analisando os espaços onde podem jogar. Mas no jogo entre Corinthians e Internacional, os fatos não são corriqueiros - assim como um pênalti claríssimo não marcado na decisão de um campeonato. Em apenas nove minutos, os paulistas decidiram o jogo e venceram a primeira partida no "seu" estádio. E o Inter? Bem, o Inter segue em oitavo lugar, colocação em que parece ter se fixado.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Parabéns, Nilmar!

Hoje o dia é dele! Parabéns pelos 30 anos, ídolo! Que Deus lhe abençoe, seja sempre esse guerreiro e essa inspiração para todos nós!


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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Com muito orgulho, com muita dor

Não há descrição | Foto: Jefferson Bernardes/VipComm
Os brasileiros tão patriotas gritam das arquibancadas que é com muito orgulho e com muito amor que vestem a camisa da seleção canarinho. Mas gostar de futebol é um martírio atrelado à felicidade instantânea que nem sempre perdura. O choro que se ouviu no Mineirão nos faz pensar em induzir o esquecimento.

domingo, 1 de junho de 2014

A falta de ousadia incomoda

A dupla do gol providencial | Foto: Ricardo Ayres (ZH)
Levando em consideração os fatores prejudiciais - jogo fora de casa e número elevado de desfalques - o empate seria de bom tamanho. Mas o Inter, com uma surpreendente postura, dominou completamente a partida contra o Fluminense e poderia ter saído de Macaé levando três pontos para casa. O semblante de Abel Braga ao sair de campo pareceu tranquilo e muito satisfeito. O meu já não parece tanto.

O Inter se impôs dentro de campo de forma disciplinada e principalmente tranquila, o que facilitou a troca de passes entre o meio campo colorado, resultando em um gol de competência absoluta de Alan Patrick e Jorge Henrique.

Levamos o empate em jogada de impedimento tricolor, sem dúvidas. O jogo permaneceu controlado pelo Inter durante o segundo tempo e mesmo com boas jogadas e chances de gol o placar não se alterou. Nas costas de Fabrício, como de praxe, o Fluminense achou espaços, mas era barrado pela marcação colorada - principalmente de Juan que definitivamente não deixou Walter jogar.

Alan Patrick descentralizou o meio de campo do Inter, ajudando D'alessandro na função de criador, desafogando o argentino que joga desde o início do campeonato de forma meio aquém de sua real capacidade. Valdívia e Sasha entraram bem, mas não conseguiram modificar o cenário de empate que desde o vestiário poderia já estar pré-instalado.

Abel poderia ter ganho o jogo sem muito esforço. O Inter marcava e atacava sem erros, tinha o jogo nas mãos. Se nosso treinador fosse mais ousado teria sacado WP e colocado um atacante que não se restringisse a reclamar e fazer falta. Não entendo a insistência de Abel com determinados jogadores. O volante Wellington, ao contrário do que Fernandão afirmou no jogo contra o Cruzeiro, não supre - nem de longe - a falta de Aránguiz, e não cumpre bem sua função. WP é uma incógnita, afinal, é um jogador nulo, mas permanece até o final da partida, mesmo o time necessitando de sua substituição.

O amarelo da camisa colorada anuncia a chegada da Copa. Pausa para o maior evento de futebol do planeta e pausa para o Inter repensar o que almeja na competição nacional. A falta de ousadia de Abel incomoda. Se contentar com um empate podendo ganhar facilmente o jogo não é postura de quem quer o caneco do brasileirão no armário. Está na hora de ousar.

sábado, 10 de maio de 2014

Virada com pé direito

A maestria de Andrés D'alessandro: incontestável
Foto: Fernando Gomes | Agência RBS
Costumo dizer, entre outras coisas que já estão acostumados a ler, que o Inter é o tipo de time que acha a solução após tomar um gol do adversário - isto muda a perspectiva colorada em todos seus ângulos e os jogadores finalmente acordam e percebem que o jogo é no Beira-Rio, com um bom público e uma torcida imensamente linda cantando atrás do gol que não pode assistir a uma derrota. O resultado, não tão clássico como um gol de perna direita de D'alessandro, nos dá direito a mais três pontinhos na tabela.

Digno seria se o colorado abrisse o placar no primeiro tempo quando pressionou o furacão ainda que não de forma eficiente - os constantes impedimentos de Rafael Moura e os balões que não tiveram fim atrapalharam a conduta do jogo a favor do Inter e mesmo com boa parte da posse de bola, o placar se encaminhou zerado para o vestiário. 

Alan Patrick, tão mal no primeiro tempo resolveu também acordar junto com o time após o gol que Ernando deixou Marcos fazer. Simples, porém nada que a perna direita (?) de D'alessandro não fosse resolver. O que vi foram torcedores levantando os braços e esboçando gritos no instante em que a bola entrou e tocou a rede. Gol deste camisa 10 a gente comemora como se fosse título - o Inter começava sua reação.

O colorado voltou a pressionar o Atlético-PR, e o gramado verde e brilhante do Beira-Rio foi marcado por mais um belo gol. Após bela tabela com Rafael Moura, Alan Patrick mandou a bola no ângulo e cravou a virada do Inter contra o furacão. As chances para ampliar o placar seguiram, mas ficou no 2 x 1.

Percebo já em algumas partidas que D'alessandro, mesmo hoje que tenha marcado o gol, não esteve bem e sim muito inoperante, até disperso. Aránguiz, até então peça chave de nosso sistema ofensivo, caiu de rendimento - no jogo contra o Cuiabá esteve mal e hoje apresentou um fraco futebol.

Penso que, se Rafael Moura jogasse um futebol mais simples, como apresentou após a tabela com Alan, sua escalação seria melhor justificada e seu rendimento subiria de nível.

Nossas laterais, que dificilmente tiram de mim elogios, ainda são insuficientes demais para ajudar o Inter a ser campeão brasileiro. Fabrício e Gilberto são inconstantes, e o segundo, fraco demais defensivamente. Ao menos, Abel não quis recuar o time após alcançar o placar de 2 x 1, o que é, contra um time como o Atlético-PR, algo positivo. Nossa carta na manga tem se tratado de Alex, que segue uma determinada linha de atuação que o faz ser bem elogiado (além de ser um dos únicos a dar uma boa entrevista na saída de campo).

Deixando um pouco de lado a análise fria do jogo, digo: o Beira-Rio é lindo assim, com vozes ecoando a cada canto do estádio. Que a diretoria faça o que for preciso para manter o estádio sempre cheio, porque no fim, é isso que vai fazer a diferença.

domingo, 27 de abril de 2014

Primeiros dois pontos perdidos

Valdívia foi o destaque da partida | Foto: Alexandre Lops
O cenário inicial apontava uma vitória sem esforço: o Inter entraria no Maracanã e com os gols de Rafael Moura levaria 3 pontos para Porto Alegre. Só que o Inter é tão imprevisível quanto previsível e os erros que tanto lamentamos se repetiram. O colorado de 2013, por mais que contrariem, não desapareceu. Com total superioridade e vencendo com um bom placar, o Inter entregou o jogo ao Botafogo na segunda etapa e volta para Porto Alegre sentindo o peso de um ponto com gosto de derrota.

A velocidade de Valdívia incomodou o alvinegro por toda primeira etapa e a supremacia colorada perante o Botafogo ficou clara nos dois gols que Rafael Moura marcou - o primeiro com belíssimo passe de Aránguiz e o segundo com bela jogada de Valdívia. O Inter manteve a posse de bola e jogava nos espaços que o adversário dava ao tentar criar - tínhamos a vitória nas mãos.

Mancini e Abel modificaram seus times - um acertou e o outro cometeu um erro mortal. Assim que Dida falhou, o Botafogo cresceu. A torcida adversária, mesmo que quase nunca em grande número, jogou junto e levou o alvinegro a uma mudança de postura que apequenou o colorado e nos fez refém de um empate sobre mais uma falha inexplicável de Dida e os dois imóveis zagueiros a sua frente.

Nas costas de Fabrício, a estrela solitária brilhou. O zagueiro colorado Paulão não se contentou em ficar em sua posição e partiu para o ataque acreditando que seu chute faria a diferença. Os infinitos erros de passe condenaram a atuação do Inter no Rio de Janeiro. Abel desapareceu com Aránguiz, e D'alessandro parecia não estar em campo - ao menos de alma, não. 

O Inter e sua capacidade de perder pontos por insuficiência constante. De um jogo praticamente ganho a um empate que passa pelo erro inexplicável de Abel Braga ao colocar Gladestony - uma assustadora inutilidade dentro de campo. Início de brasileirão com a sombra de três anos marcados por erros sobre nós - precisamos nos livrar das repetições que nos fazem ser tão previsíveis.

Para vencer o campeonato brasileiro, o Inter precisa resgatar o idealismo do "Rolo Compressor", além de uma alma que não mais se vê. Alguns cheios de crença ou que não querem enxergar nossos problemas diriam que a mudança de uniforme no segundo tempo não deu sorte. Mas digam o que quiserem, hoje o Inter apenas não quis vencer.

Obs: Uma verdade.



sábado, 19 de abril de 2014

O Inter precisa se bastar

Aránguiz comemora o primeiro gol do Brasileirão
Foto: Diego Vara | Zero Hora
O campeonato nacional deste ano começou, e o Inter, após vencer o estadual - muito bem conquistado por sinal - se volta para o mais-que-possível tetracampeonato brasileiro que, de primeira, já digo que não passará pelos pés de Rafael Moura, Willians e acomodações em geral. Com o pé direito o colorado iniciou a competição vencendo em casa - nada-nem-quase-lotada - o visitante baiano, Vitória.

De um primeiro tempo agitado a um segundo tempo de bagunça tática e acomodação alá 2013 (peguei pesado?), o Inter construiu uma vitória nos minutos iniciais e marcou apenas um gol (o que achei pouco).

Satisfação me invade ao saber que, Abel, com toda sua postura de técnico, é justo ao avaliar a equipe neste sábado - disse que "o time todo esteve mal" e todos sabemos que não é mentira. O Inter sentiu falta de Gilberto na lateral, mas também repetiu uma acomodação após o gol marcado que não nos traz boas lembranças.

Na primeira etapa, o colorado esteve melhor, atacando de forma mais organizada, o que contrastou com a desordem ofensiva da segunda etapa. Algo que nem Abel conseguiu consertar no vestiário. Alex foi a peça chave do primeiro tempo, alternando entre ataque e defesa sem prejudicar a organização da equipe colorada.

É certo que, o preço que pagamos pela força física e qualidade defensiva de Willians não vale a pena se analisarmos sua fraqueza maior, que é errar passes em abundância - e sempre passes que nos deixam em situações claras de perigo. Acho que, se for para trazer reforços, que a direção analise este setor cuidadosamente e seja bem extremista. 

Rafael Moura pode ter começado o ano de forma positiva, marcando gols em clássicos e se sagrando coisas-que-gauchão-te-torna, mas o fato é: estou vendo uma repetição de cenas e Moura jogou contra o Vitória alá Damião 2012/2013 - e isso, meus caros, não é, nem de longe, algo positivo - partindo do princípio que isolamento proposital ou não, é algo negativo.

Alan Patrick apenas correu, chutou demasiadas vezes e errou o alvo em todas. Nossa defesa fica mais lenta com a presença de Juan, porém o adversário não deu visibilidade a este problema na partida de hoje. 

Aposto na qualidade da dupla Aránguiz & D'alessandro para o resto do ano, isso se Luigi não estragar tudo com seus planos diabólicos. Confio na qualidade e vontade do chileno e na mente engenhosa do argentino no campeonato que se inicia.

O alerta é: o estadual com seus cruzeiros-do-rio-grande acabou. É hora de vestir a camisa da seriedade por completa, fazer de cada jogo uma decisão mesmo e eliminar a era de dependência: o Inter precisa sobreviver bem sem D'alessandro, precisa de opções, pois todos sabemos como é que se joga para ganhar um campeonato brasileiro. Chega de quase. O Inter precisa se bastar.

Obs: Sobre o público no estádio, esqueçam de fazer do Beira-Rio um caldeirão. Por mais próxima que as cadeiras estejam do gramado, o gigante não vai "rugir" se o preço dos ingressos continuarem como estão. Acho que é bom a direção rever seus conceitos, se é que consegue fazer isso.

Obs 2: Esse Juan, desde que é Juan, na época de Flamengo, é chato demais. Não deu sossego pro D'ale nem um segundo.

Obs 3: Um aviso.


domingo, 13 de abril de 2014

Um fascínio chamado grenal

"Eles respondem chorando, que sou o dono do sul"
Foto: Alexandre Lops | Divulgação Inter
Grenal 401 que diz implicitamente o placar da peleia. Embora nada há de começar como se deva, o Inter de Abel Braga renasce em mais uma goleada histórica. O heroísmo de D’alessandro, de Alex ou de Abel não se mede nem que as gargantas explodam em alegria ao cantar "minha camisa vermelha" atrás do gol. Os motivos, todos encontrados no sorriso de nosso capitão, transfigura o que chamo de rivalidade, aumentando nosso orgulho de ser dono do sul, cada vez mais.

Pintado de vermelho é o Centenário e sua esperança rubra. De longe, os gritos servem como aviso de uma clássica permanência de ideais, todos pregados pela torcida colorada. Sob aviso, os gremistas entraram em campo, fardados de defesas da imprensa. Mas, do que adiantam palavras e argumentos que não medem forças com o peso de uma camisa? Sirvam nossas façanhas de modelo a tu, gremista, que jamais aprenderá.

De um jogo inicialmente azul a uma goleada surpreendentemente vermelha. Somos, há quem discorde, guerreiros permanentes. O vermelho não se cala, perante o azul não se reprime, vibra e luta como a rivalidade permite e decreta. O mais belo de um cenário de grenal, é justamente a possibilidade do incerto, afinal, clássicos são claros sinais de disputas acirradas até o último segundo, portanto, goleadas são raras e improváveis.  

A redonda corre pelo campo tentando encontrar alguém que a conduza com maestria, até finalmente encontrar os pés de D’alessandro e sua grandiosa capacidade de ser ídolo. O vermelho não se corrompe com certeza, aposta tudo em emoção e gana – e a incerteza nos trás comemorações incessantes. A beleza consiste em ser surpreendente.

O gramado anseia por mais um passe, por mais uma bela jogada. Os torcedores, ao menos os colorados, tampouco se importam com a taça – afinal, as conhecemos muito bem. Nenhum argumento contra os estaduais é válido perto do espetáculo que um clássico proporciona. Perdura, portanto, a espera pelo momento máximo de um regional – o embate que põe a rivalidade como mais um jogador dentro de campo. O gauchão não é charmoso, como diz Paulo Brito - o GreNal é que merece toda atenção e possui todo o charme e importância.

Comemore o momento. Sinta o cheiro da vitória. Não importa a taça que ganhamos em cima deles, o que importa é nossa alegria e orgulho. O significado se modifica - de rivalidade passamos à supremacia. Por quatro anos seguidos a rivalidade desistiu do rio grande – o Inter não tem mais rival.

#InterProcuraRival

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os exageros do GreNAL nosso de cada dia

Coloco essa foto porque é melhor que uma do Fabrício.
(Ricardo Duarte / Agência RBS)
Clássico 399. Detalhadamente o maior clássico do país, onde a rivalidade tem vida própria e nada a supera. Cheiro de grama molhada e sol invadem o gramado, formando um belo cenário de... Não, pera ai. O clássico 399 detalhadamente não foi assim. Foi morno, quase gelado, contrastou com o calor do país nas últimas semanas. Não teve nada que me fizesse começar o texto de forma poética, como sempre gosto de fazer, afinal, grenal é paixão do torcedor gaúcho (salve uma mineira com coração gaúcho nos campos das vertentes. Quem não entender digita tudo isso no Google Earth e entenderá).

Bom, costumeiro não seria se não houvesse algo pra discutir de forma ferrenha após o jogo. Mas teve, ao menos uma coisa teve. Mas, comecemos do começo. O pleonasmo aqui colocado foi proposital pois meu texto não pode ser assim tão vago quanto o grenal que assisti. 

Pulemos a parte onde nosso rival (assim chamado me parece uma hipérbole) estava melhor no jogo, praticamente o primeiro tempo inteiro onde o time do Inter foi engolido pela marcação gremista que adiantada impedia o colorado de articular jogadas, forçando assim aos jogadores a darem chutões e fazer lançamentos que irritaram cada nervo que tenho no corpo.

O fato é o que Inter enfrentou um time relativamente mais forte (outra hipérbole, vai anotando) e demonstrou os mesmíssimos problemas do ano anterior, assim como uma mentalidade de engrandecer um placar com um tento apenas a favor, isso ainda no começo do segundo tempo. 

Pulemos também a parte em que o Fabrício marcou o gol porque sinceramente, ver esse lateral esquerdo (hipérbole again) marcar um gol em grenal, de certa forma eu ter que comemorar isso e depois ver ele levando dribles e mais dribles porque não é jogador de futebol, me cansa. Aliás, já tinha dito que são dois rostos que eu não suporto mais ver, o dele e o do Muriel. Ah, o Muriel! Sua pseudo-função é a maior das hipérboles.

O segundo tempo veio com uma ofensidade maior do Inter - porém o domínio da etapa final não acendeu a chama da maturidade necessária para o colorado finalmente aprender a matar o jogo. Levamos o empate e SIM, AINDA TEM COLORADO QUE ACREDITA QUE O MURIEL É UM GRANDE GOLEIRO. VOCÊS SÃO GRANDES TORCEDORES! (Isso foi sarcasmo normal mesmo).

Tanto falo de hipérboles sem ao menos dar a todos uma explicação do caso. Bom, pênaltis para o grêmio são pleonasmos em grenais. Quem ousa dizer que o gol do grêmio saiu de uma bola na mão? Vai por mim, existe enorme diferença entre "Mão na Bola" e "Bola na Mão". Mas, fiquem com Batista e Vuaden, grandes personagens do grenal 399 - cada um com suas idiotices.

O real engrandecimento aqui está em achar que o Inter mudará drasticamente. E essa é a grande hipérbole. Alguns erros foram claramente repetidos e não vimos alguém que foi capaz de aniquilá-los com algumas táticas. Injeção de verdade pessoal, temos muito chão pela frente. O segundo passo foi dado, ou melhor, meio passo. 

Pra quem não entendeu, procura no dicionário o significado de "Hipérbole". Gremistas simplesmente amam essa palavra.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Primeiros passos

O mito camisa 10 inicia a caminhada em 2014.
Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter
Olá pessoal, o blog está de volta com suas atividades pós jogos normalmente, após um início de ano com o pé dos guris do sub-23. O colorado jogou ontem contra o Cruzeiro-RS, estreiando em 2014 o time que será provalvelmente o titular. 

A primeira alegria é ver Abel Braga de volta à casamata e a segunda alegria é sentir o comando dele se espalhar na mentalidade dos jogadores. Mas, vamos começar a entender a frase dele que foi dita no meio da semana, aquela coisa de sempre que "estadual não é parâmetro para o Brasileirão". Verdades sejam ditas, pelo menos nosso atual treinador não vai se contentar se ganhar apenas o gauchão.

O Inter jogou bem e o destaques foram para D'alessandro, Aránguiz e Alex. O meio de campo colorado funcionou em plena sintonia - Alex jogou como esperávamos que jogasse quando foi contratado, mas o que uma pré-temporada com Abel Braga não faz? Aránguiz se mostrou um volante interessado em ser mais que um simples volante e sabemos o quanto isso é positivo. D'alessandro segue sendo o mito que é e marca o primeiro gol do time titular, jogando da mesma forma espetacular de sempre, sem mais e nem menos.

Outro estreiante que fez uma boa apresentação foi o lateral Gilberto. Como ele mesmo diz, "quase chorei". A camisa do Inter pesa mesmo, tem jeito não. Mas o novo lateral se mostrou disposto e também entrou na sintonia do meio campo colorado. Não daria outro placar a não ser goleada.

Seria digno de mudança nossa lateral esquerda e, é claro, nosso goleiro. Se tem dois rostos que eu não suporto ver, esses são de Fabrício e Muriel. Dida veio para tapar buracos da prefeitura, é isso? Tudo bem, mas por quanto tempo?

Rafael Moura e seu desabafo

Tem uma coisa que eu sempre defendi como torcedora - vaias são coisas que deveriam pertencer somente ao final do jogo, quando o juiz apita o fim da partida. A torcida pediu para o Abel tirar o Rafael (tira o Michel) e logo depois ele marcou o gol. Saiu pedindo para a torcida se calar. D'alessandro, mais que um capitão, pediu para os torcedores aplaudirem e foi atendido, tanto que Rafael Moura saiu de campo aplaudido pela maioria quando foi substituído. 

Somos torcedores e o todo torcedor quer o melhor para o time no momento. Pedidos de saída de jogador é algo comum, mas é perceptível a injustiça dado o apoio que o grupo deu ao atacante. Se o D'ale fez o que fez, é porque realmente há um esforço e entrega de Rafael no treinos e jogos que permite sua condição de titular, inicialmente. Mas até certo ponto uma vaia é saudável.

É só o começo, meus caros. Velocidade, jogadas criativas, entrosamento - esse é o Inter que nós queremos e Abel começou a nos apresentar esse colorado. 

"Eu quero meu Inter de volta."
O Abel está trazendo, aguenta ai.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Nilmar deixa o Al Rayyan, acerta com El Jaish e diz que quer ficar no Catar

Nilmar comemorando gol pelo Al Rayyan
Foto: Divulgação
Nilmar vai permanecer no Catar. O jogador anunciou na noite de quinta-feira sua transferência para o El Jaish, onde ficará por dois anos e meio. Em comunicado em seu site oficial, o brasileiro afirmou que está feliz no país asiático e que prefere permanecer lá do que ir para a Europa ou voltar para a América do Sul.

- No momento, estou pensando em começar a treinar com meu novo clube e ajudar o El Jaish dentro das competições locais e estrangeiras. Eu e minha família estamos muito felizes por viver no Catar, e preferimos ficar aqui do que ir para a Europa ou mesmo para a América do Sul – escreveu Nilmar.

Nilmar estava no Al Rayyan, também do Catar, com quem tinha contrato até junho de 2016. Entretanto, ele não vivia um bom momento no clube, o que fez o São Paulo ter esperanças de contratá-lo – o clube cogitou até mesmo envolver o meia Jadson na negociação.

Fonte: GE

O Inter, clube que revelou o atacante, não se pronunciou a respeito da situação. Nilmar, desde de sua saída do clube gaúcho em 2009 sempre demonstrou interesse em voltar, porém a diretoria colorada nunca foi eficiente para trazer um dos maiores ídolos da torcida novamente ao Beira-Rio.

Nilmar já começou a treinar pelo novo clube e logo deve estrear usando a camisa do El Jaish.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter

O importante é não deixar de amar
Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter. Final da Copa do Brasil e o Corinthians levando o título de campeão. Isso em 2009. Acho que nunca tinha tido uma sensação tão estranha na vida – uma mescla de tristeza com questionamentos. Eu me questionava sobre ficar triste por ver meu time perder um título – me perguntava onde estava o sentido de tudo aquilo que, sinceramente, nunca consegui explicar.

Depois daquele jogo, fui me deitar, coloquei a cabeça no travesseiro e fiquei revendo os lances que ficaram gravados na minha memória. Ali estava eu remoendo as situações, buscando o motivo de não estar feliz. Lágrimas caíam, coração apertava, doía, tudo era cinza. Eu tinha perdido uma alegria e por meio disso, comecei a entender o que era realmente amar um time de futebol.

Quando se trata de futebol, nada é assim, demais. Choro, sorriso, alegria, tristeza – tudo ultrapassa limites. E você só tem certeza de que ama de verdade e que defenderá o escudo pro resto da vida quando passa pelo ápice da tristeza, decepção e dor ao lado dele. Eu realmente descobri que amava o Internacional quando deitei a cabeça no travesseiro naquela noite, chorei, senti a dor, pensei que passaríamos por tudo aquilo e tive esperança de alegria.

Ano passado, as coisas aconteceram mais ou menos da mesma forma. Depois do último jogo do Inter em 2013, senti um alívio gigantesco ao sair daquela ameaça de rebaixamento que nos rondava. Logo mais a noite, ao deitar a cabeça no travesseiro, senti a mesma dor, mas com um sentimento a mais – insuficiência. E chorei. Parecia que este choro esteve guardado por muito tempo, como se ele fosse alimentado jogo a jogo deste ano terrível para nós colorados.

2013 não deixará saudade alguma quando o assunto for futebol. Não vejo um 2014 com gosto de mudança, infelizmente. Mas espero que este ano seja tudo, menos parecido com 2013. Como diz Marcelo Gonzatto, da Zero Hora, “ninguém aguentará um outro 2013″.

E desde a primeira lágrima que caiu por este amor, eu aprendi que o futebol é assim, muito dinâmico. Você vai sorrir, você vai chorar. Vai se emocionar e se decepcionar. São diversos sentimentos que vivem atrelados uns aos outros. E se você não amar muito seu clube, você acaba por desistir.

E realmente não há nada que me faça desistir.

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